terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

La bella vita



O trem que passa pela região da Toscana já anuncia a beleza que se aproxima. Os campos são visões de cinema e daquelas fotografias penduradas na parede. Confesso que as paisagens da Itália são de calendário, mas daqueles do mais alto bom gosto (a expressão ficou um pouco redundante, mas é isso mesmo).

A viagem de trem já te deixa no clima da cidade. Para que andar de avião, se a estação é no coração da cidade? Florença, conhecida pelos italianos como Firenze, é um município com quase 400 mil habitantes. É a capital e maior cidade da região da Toscana. A cidade é pequena, o que é uma vantagem pois deve ser admirada à pé.

Florença foi durante muito tempo considerada a capital da moda. E é possível ver esse seu histórico por suas vitrines. Edifícios antigos e históricos dão espaço para grifes mais famosas: Gucci, Prada, Salvatore Ferragamo, entre outros. O bom gosto não é só nas vitrines. Os italianos são as pessoas mais bem vestidas do mundo (opinião da blogueira e possível exagero). Principalmente os homens. A cidade também é considerada o berço do Renascimento italiano, e uma das cidades mais belas do mundo.

Para os intelectuais, a cidade respira e aspira cultura. E não necessariamente em museus ou catedrais, mas no meio da rua mesmo.. ao ar livre. São estátuas, fachadas, mercados. Uma réplica de Davi pode ser encontrada no meio de uma praça, enquanto você toma um gelato delicioso. Ou que tal um expresso italiano? O que não é permitido é andar com pressa sem apreciar cada detalhe e cada ruela.

A cidade agrada todos os gostos. Os apaixonados por moda, por arquitetura, por obras de arte, por comida. O que não falta é lugar e ponto turístico para admirar, bugingangas para comprar e restaurantes para se deliciar. Seja com massas, carnes, vinhos ou tiramisu... as especiarias e temperos usados na região da Toscana faz tudo ficar mais aperitivo e apaixonante. São sensações que mexem com todos os sentidos. São cheiros, formas, sons, cores, sabores! A cidade mais apaixonante do mundo, destino certo para casais em lua-de-mel, é sede do lugar eleito mais romântico do mundo, a Ponte Vecchio. E aviso logo: não importa se você está bem acompanhado o não, a ponte arranca mais suspiros que a de Veneza.

Conselho.. inclua a cidade no seu próximo roteiro e se deixe apaixonar!

Um pouco de história - Tem origem num antigo povoado etrusco. A cidade foi governada pela família Médici desde o início do século XV até meados do século XVIII. Destacam-se as diversas e belíssimas catedrais de épocas e estilos diferentes. A cidade também é cenário de obras de artistas do Renascimento, como Michelangelo, Leonardo da Vinci, Giotto, Botticelli, Rafael Sanzio, Donatello, entre outros.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A capacidade de fazer escolhas



O que você faria se estivesse na maior encruzilhada da sua vida? Se pudesse escolher entre o desejo insaciável ou a estabilidade que carrega a certeza que vale a pena continuar assim? O que você faria se tivesse a chance de beijar aquele melhor amigo gostosão do seu namorado de 9 anos?

Lionel Shriver, em "O mundo pós-aniversário" (2009), não só trabalha com as consequências do atos, mas traz realidades paralelas. Um pouco confuso? O livro é dividido em 12 capítulos e conta a história de um triângulo amoroso: A ilustradora Irina, seu namorado de nove anos Lawrence e o melhor amigo e jogador de sinuca, Ramsey. O primeiro capítulo é uma introdução aos personagens e às suas vidas estáveis (talvez não tão estabilizadas assim), terminando com o desejo incontrolável de Irina de beijar Ramsey no aniversário dele.

A trama continua com capítulos duplos (1 e I, 2 e II), traçando um paralelo de como seria a vida dos três se Irina o tivesse beijado ou não. A velha queixa de que "a grama do vizinho é mais verde" é constante e a da aceitação também. A protagonista e seus dois coadjuvantes mostram que a vida é "uma caixinha de supresas" e que tudo depende do modo com que olhamos e encaramos os fatos.

A obra mostra que está a favor do destino, relativamente. Se você já ouviu que não pode fugir do destino ou do seu fim, o livro leva isso em consideração. Para Shriver, o que importa é a caminhada, é como você chega lá. O "lá" já está predestinado. É como a vida e a morte. Temos a certeza que vamos morrer, mas não sabemos como será nossa caminhada até chegarmos no destino final. O que importa é se aproveitamos os presentes da vida como devemos e se temos arrependimentos. A lição que se aprende com o livro é estar em paz consigo mesmo e fazer o possível para tirar o melhor proveito das nossas escolhas. É isso que nos faz vivos.

Os acontecimentos marcantes, muitas vezes chamados de destino, são os mesmo na duas histórias. Momentos como uma gravidez, uma indicação a um prêmio, uma promoção, um casamento e uma doença terminal são situações das quais não podemos fugir. E a autora deixa bem claro. Elas acontecem de qualquer maneira, estão além de nós. O que muda são as circunstâncias e o modo como encaramos cada momento.
O importante é acreditar em carma e no velho ditado: "não faça aos outros o que não quer que te faça". É sempre possível que você precise de um favor de um ex-colega desprezado. O preciso que façamos nossas escolhas e não nos arrependamos delas. Como já dizia Ham, do filme "Velozes e furiosos em Tóquio", a vida é bem simples.. é só fazer escolhas e não olhar pra trás!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Com uma mãozinha do destino..



Melhores amigos que se apaixonam depois de anos de amizade é um dos enredos mais comuns em filmes de comédia romântica. Mesmo sendo clichê, a gente continua assistindo, torcendo e se apaixonando junto com eles.

Novidade nas locadoras, o longa "Coincidências do Amor" (The switch - 2010) traz Jennifer Aniston como uma mulher bem sucedida que sonha em ser mãe, e Jason Bateman como o protótipo do melhor amigo: neurótico, prestativo e ciumento. O plano de fundo é a cidade de Nova York. Até ai, nenhuma novidade. O filme aborda o novo dilema e tendência das mulheres de hoje. Independentes e focadas no profissional, muitas mulheres chegam à casa dos 30 sem filhos, muito menos namorado. A saída, adotar um filho ou concebê-lo artificialmente. A segunda opção vem sendo a mais adotada, pelo menos em filmes como "Plano B" e "Bebê a bordo". Do inglês, "A troca", o filme trabalha com o fato que não temos controle de tudo e que o destino sempre faz questão de mostrar que existe.

A atuação é um ponto forte. Aniston provou que continua fazendo boas comédias românticas e dramáticas. Consagrada por seu papel em "friends", a atriz arranca risadas com suas caras engraçadas e emociona. Mas o destaque vai para a ala masculina. Junte o charme e carisma de Patrick Wilson, ator de "O fantasma da ópera"; o senso de humor de Bateman e o pivete mais fofo de todos: a criança, interpretada por Thomas Robinson. Se o filme é classificado como comédia romântica, o lado cômico se deve em grande parte à atuação do pequeno.

O final é previsível, mas o importante é como a história se desenrola. A trilha sonora foi bem escolhida, assim como os atores. A química é certa entre Aniston e Bateman, principalmente entre Bateman e Robinson. O filme pode ser assistido com o namorado, com as amigas ou mesmo sozinha. Numa tarde de domingo ou numa noite de sexta-feira.

A lição que se tira é que não pode se fugir do destino (talvez adiá-lo um pouco) e que o ditado "filho de peixe, peixinho é" é mais que válido. Um filme para ser assistido despretensiosamente e com o coração aberto. É acreditar que existem finais felizes e que nem sempre são como planejamos. O clichê sempre vai existir, mas pode ser apreciado de outra forma. A indústria cinematográfica nunca pára e muito menos a criticidade dos cinéfilos de plantão.

Providencie a pipoca, o chocolate e se divirta..

sábado, 29 de janeiro de 2011

O que se colhe é o que se planta



Slow down, you crazy child.
You're so ambitious for a juvenile.
But then if you're so smart, tell me why are you still so afraid?
Where's the fire? What's the hurry about?
You better cool it off before you burn it out.
You got so much to do and only so many hours in a day.

Don't you know that when the truth is told
That you can get what you want or you can just get old?
You're gonna kick off before you even get halfway through.
When will you realize Vienna waits for you?

Slow down, you're doing fine.
You can't be everything you wanna be before your time,
Although it's so romantic on the borderline tonight.
Too bad, but it's the life you lead.
You're so ahead of yourself that you forgot what you need.
Though you can see when you're wrong,
You know, you can't always see when you're right.

You've got your passion. You've got your pride,
But don't you know that only fools are satisfied?
Dream on, but don't imagine they'll all come true.
When will you realize Vienna waits for you?

Slow down, you crazy child.
Take the phone off the hook and disappear for a while.
It's all right you can afford to lose a day or two.
When will you realize Vienna waits for you?

Don't you know that when the truth is told
That you can get what you want or you can just get old?
You're gonna kick off before you even get halfway through.
Why don't you realize Vienna waits for you?

When will you realize Vienna waits for you?

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Músicas que tocam o corpo e letras que alimentam a alma.



"Mi duele amarte", "Invierno", "Noviembre sin ti", "Quisiera ser". Os títulos podem ser até meio dramáticos e sentimentais. Mas as letras falam de assuntos universais, como coração partido, amor incondicional, amor platônico, amizade, solidariedade, diversão. A batida é envolvente. As músicas têm estilos/ritmos diversos. Servem como trilha sonora para afogar as mágoas, dançar abraçado, se divertir com os amigos, admirar o mundo que abre à sua frente.

De Mexicali, três mexicanos ganharam o mundo com um ritmo de música pop que não é modinha. É latina. Dramática por natureza, com o bônus de não ser melosa. O grupo, formado por Jesus Alberto Navarro Rosas, Gilberto "Bibi" Marín e Julio Ramirez Eguía foi criado em 2003. Tendo como base o vocal e duas guitarras: acústica e elétrica, o grupo Reik (Lê-se rrreeik, com sotaque mexicano mesmo) consegue te conquistar na primeira faixa.

O disco de estreia sai em 2004, mas o ano da banda é 2005, quando indicações para Los Premios MTV Latinoamérica e o Grammy Latino no mesmo ano.
O grupo mexicano também participou do MTV VMA Latino 2005. Ganharam em 3 categorias: Melhor Grupo, Melhor Artista Mexicano e Melhor Novo Artista Mexicano. Foram considerados os grandes ganhadores da noite, logo depois de Shakira.
As influências mais marcantes da banda são de grupos que pendem para o Pop/Rock, como Maroon 5, Coldplay e BBMak.

2007 foi o ano do meu primeiro contato com a banda. Descoberta por acaso, pensava que a música era de outra banda e me apaixonei de primeira. Para consertar o equívoco, pesquisei mais músicas do grupo. Descobri um estilo inconfundível e passei a admirar ainda mais a música mexicana.

Até 2009, o grupo havia lançado três discos inéditos: "Reik" em 2005, "Secuencia" em 2006 e "Un dia más" em 2008. Além dos discos de estúdio, a banda também lançou um DVD/CD ao vivo, "Sesión metropolitana: ao vivo".

ps: clicando no título do post, você acessa meu vídeo preferido da banda no youtube!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Guardar tudo numa caixa..



Sonhos, expectativas, desejos..
lembranças, recordações, alegrias..
tristezas, acontecimentos e coisas que preferiámos ter esquecido..
O cerébro humano tem uma enorme capacidade de controlar o resto das ações do corpo. Podemos até ficar doente por culpa do nosso sistema neurológico.

Para ficar de bem com a vida, a sugestão é tentar abstrair. Mas nem sempre, porque nossa caminhada deve se basear na busca pelo equilíbrio e não na paz constante. O ser humano tem que aprender a lidar com as adversidades para valorizar os bons momentos. De nada vale ficar fugindo para não se machucar. O crescimento pessoal vem de uma queda. Um baque que recebemos e aprendemos a revidar.
Guardar tudo numa caixa, vale a pena. Os momentos bons precisam sempre estar por perto. Seja em forma de fotos, cartões postais, ingressos de cinema, um botão de rosa, uma carta, um pedaço de papel. É útil em momentos difíceis, quando achamos que não tem mais saída. Bom para lembrar que temos pessoas que amamamos e que nos amam. E que todo acontecimento foi necessário para trazer a tona o que somos hoje.

Os acontecimentos ruins precisam estar mais perto ainda. Pois o ser humano costuma a repetir o erro. É importante que podemos estar sempre em contato com as experiências que não deram certo. Por duas razões: para vermos que temos força mesmo quando achamos que somos fracos; e para procurarmos não repeti-lo.
Esse ano de 2010 provavelmente me ensinou o mesmo que os outros anos, mas estava mais disposta a aprender com ele. Partilho aqui, alguns dos meus aprendizados:

1- A busca pelo equilíbrio e harmonia faz a vida mais paupável. Se permita errar e acertar e não queira só um extremo.
2 - Ser vaidosa para quem busca ser intelectual e ser mais culta para quem adora ser mais vaidosa.
3 - Se colocar no lugar do outro para entender as reações e relações humanas, mas sem se privar e perder espaço.
4 - Ajudar o próximo da maneira que puder. Seja doando roupas para uma comunidade ou ensinando o irmão da sua secretária a ler.
5 - Viajar sozinha. Aprendemos a ser independente e gostar da nossa companhia. Não ter medo de ficar só. É uma questão de espírito.
6 - Confiar em você, sem ser pedante.
7 - Criar resoluções de ano novo que você possa cumprir. Emagrecer 4 quilos ao invés de 10. Ou ler 5 livros por ano ao invés de 20 (para quem mal lê um).

Por enquanto é isso..
se permita!

Música do dia: Eliza Doolittle - Pack up