quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O meio ambiente agradece


Foi lançado em agosto o relatório “2009 State of Future”, em português “O Estado do Futuro 2009”. O relatório é realizado pelo Projeto Millenium em parceria com outros 32 grupos, entre eles organizações como a Unesco, o Banco Mundial, o Exército dos EUA e a Fundação Rockfeller. Feito por 2,7 mil especialistas, suas 6,7 mil páginas dizem que bilhões de pessoas serão condenadas à pobreza e metade da população mundial irá se envolver em convulsões sociais graças à crise ecológica global.
Especialistas apontam, também, a recessão global como o principal problema. Por causa dela, metade do mundo pode sofrer com a violência causada pelo aumento do desemprego e pela escassez de água, comida e energia e pelos efeitos acumulados do aquecimento global por volta do ano de 2025. Além da recessão, os especialistas também acreditam que a ganância e as decisões egoístas dos países transformaram o mundo em como ele está. A situação só faz mostrar que a economia mundial e a ética são interdependentes no mundo.

Acordos são fundamentais para manter a paz e conseguir a coerência global para trabalhar os problemas climáticos com maior ênfase, pois os países possuem interesses diversos e não estão muito preocupados com os demais. Os especialistas do relatório acreditam, porém, que os problemas de hoje podem trazer um futuro melhor. É que a crise econômica e a mudança no clima podem fazer a humanidade pensar numa vida globalmente responsável e deixar de pensar tanto só nos próprios interesses.

Acredita-se que a crise financeira abriu espaço para se pensar em medidas alternativas, como as tecnologias verdes. Hoje em dia, pensa-se mais na utilização de energias renováveis, materiais biodegradáveis, água salgada no lugar de água potável na agricultura. São atitudes que pensam no futuro e geram empregos. Dão mais opções para as pessoas e conscientizam os seres humanos de que tudo se acaba se não for conservado.

O homem sempre teve uma relação de dependência com o meio-ambiente. É dele que tiramos nossa alimentação, nosso vestuário, nossa moradia. Ter uma boa relação com o meio em que vivemos é fundamental para a nossa sobrevivência. O teólogo Leonardo Boff comentou sobre a importância de pensarmos nas futuras gerações. Muitas vezes, usufruímos das matérias-primas e não nos preocupamos em renová-las. Esquecemos de pensar no mundo melhor que queremos para os nossos descendentes. De que adianta gerar herdeiros se eles não tiverem como sobreviver ou não puderem utilizar os bens que um dia nós pudemos?

Devemos conservar o que é nosso. Bens que usamos desde sempre e ainda vamos usar por muito tempo. Por que só os que estão aqui têm o direito de ter esses bens? E as pessoas que ainda estão por vir? Devemos lembrar que até nós podemos sofrer conseqüências mais graves, pois já estamos sofrendo com temperaturas altíssimas, enchentes fora de época, incêndios em florestas por causa do calor, escassez de água potável.

Podemos modificar a situação e prevenir maiores complicações se cada um fizer sua parte. Basta que se usem menos sacolas plásticas, faça-se rodízio de carros, gaste-se menos água e faça-se uso de bicicletas. O meio-ambiente é nossa casa e nós precisamos mais dele do que ele precisa do ser humano. São pequenas atitudes que vão incentivando maiores. É um esforço que você faz que motiva outra pessoa a fazer também. Acredite, você vai se sentir melhor se fizer a sua parte para cuidar do mundo em que vivemos. O meio-ambiente agradece.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

“Quando a exclusão digital vai além da tela do computador”

O termo exclusão digital diz respeito às camadas da sociedade que ficaram a parte do fenômeno da sociedade da informação e do acesso às redes digitais. Como digital, entendemos não só a internet, mas qualquer ferramenta digital como computadores, DVD’s, vídeo digital, som digital e telefonia móvel.
A questão da exclusão digital é um grande desafio no século XXI, pois as desigualdades existentes entre pobres e ricos tendem a aumentar com essa era digital e a expansão das novas tecnologias. Essa exclusão digital sai do tecnológico e passa a ter efeitos em vários aspectos sociais, culturais, econômicos, etc. Um exemplo claro são os estados brasileiros. Os cinco estados com maior nível de inclusão digital são os mais ricos e com o maior nível de escolaridade (São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal). Mas nem só o acesso às mídias e tecnologias de informação é o bastante para uma participação cidadã. Além de que, a falta de acesso só faz agravar a desigualdade social. A política de inclusão digital é feita por governos, organizações multilaterais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo terceiro setor com comunidades mais abastadas. Essa política procura dar às pessoas mais humildes um acesso a internet, uma maior capacitação das ferramentas digitais.
Para o filósofo francês, Pierre Lévy, “toda nova tecnologia cria seus excluídos”, pois todos estão em igualdade quando não têm acesso a uma tecnologia. Por exemplo, não existiam analfabetos antes da escrita.
A redução da exclusão digital é um termo utilizado para se tratar do contraste entre o mundo industrializado e as regiões que não têm acesso às novas tecnologias. O termo “digital” é muito ligado à internet, ao fato de que podemos nos incluir digitalmente por meio dos computadores, mas devemos pensar na possibilidade da utilização de outros meios para uma inclusão. Manuel Castells estima que “haja atualmente mais de um bilhão de usuários de internet e cerca de dois bilhões de linhas de telefone celular. Dois terços da população do planeta podem se comunicar graças aos telefones celulares, inclusive em lugares onde não há energia elétrica nem linhas de telefone fixo”. A telefonia sem fio tem grandes vantagens, como uma grande velocidade de implementação e o baixo custo quando comparada à telefonia fixa. Pesquisas mostram que um crescimento na penetração de telefonia móvel em um país aumenta o seu PIB.
Uma saída para a exclusão digital foi o crescimento econômico através de negócios sustentáveis locais para trabalhar na redução da pobreza. Economia sustentável permite a participação de diversas pessoas na sociedade global de informações.
Como uma organização multilateral, a ONU está liderando iniciativas que possam combater a pobreza nas regiões subdesenvolvidas do mundo. É através das “Metas de Desenvolvimento do Milênio” (Millennium Development Goals - MDG) e da cooperação com o setor privado que a ONU prometeu reduzir a pobreza extrema à metade até 2015, além de fomentar uma parceria global para o desenvolvimento. Através do setor privado, principalmente da ICT (Information and Communication Technology), a ONU pretende se beneficiar das novas tecnologias. Se não houver uma participação mais ativa do privado, o programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP) acredita que as metas não serão alcançadas em muitos países africanos até o ano 2147 se mantidos os modelos de negócios atuais.
O uso das tecnologias de informação e comunicação é de extrema importância, muda o cotidiano das pessoas e a dinâmica do relacionamento existente entre elas. Só é preciso ter cuidado com os países com grandes desigualdades, como o Brasil, onde essa apropriação das novas tecnologias pode aumentar ainda mais a exclusão digital se não for feita democraticamente.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Democratização da comunicação: É possível?

O questionamento central é se existe uma participação real da sociedade civil nesse processo de democratização da comunicação. E como podemos fazer para que se crie um modelo de comunicação em que os interesses públicos se sobreponham aos interesses mercadológicos e privados desse atual modelo em que uma pequena quantidade de grandes empresas concentra quase todos os meios de comunicação.
Essa concentração (monopolização) do setor de comunicação nas mãos de poucas famílias traz conseqüências em relação à programação e ao conteúdo. Há uma menor variedade de programas e, muitas vezes, os programas exibidos são de interesse dos proprietários, e não dos cidadãos e telespectadores. A publicidade passa a ter um peso maior e existe uma manipulação de acordo com os interesses mercadológicos e políticos dos donos dos meios. Por exemplo, um jornal com uma linha política igual à do governo vigente, vai dar ênfase às notícias que interessam ao governo, que falam bem do governante. Provavelmente, vai falar menos da oposição, ou até falar mais coisas ruins do que coisas boas. Segundo o pesquisador Mc Chesney, o mercado global de mídia é controlado por cerca de 10 grandes conglomerados e outras 40 empresas, que, por coincidência ou não, são ligadas a esses 10 conglomerados. Uma explicação utilizada para explicar essa oligopolização é o processo biológico de sinergia: a fusão de diferentes políticas públicas numa só política de comunicações e a presença de conglomerados empresariais (os global players) e organismos internacionais como a OMC como poderosos atores na formulação dessa política de comunicações. (LIMA, 2004)
De acordo com Carlos Gilberto Roldão, devemos levar em consideração que estamos inseridos em um Estado liberal desde o século XX, e que é necessário entender seu funcionamento para podermos pensar em saídas viáveis. Também é preciso entender sua função e utilização em todo o processo histórico, além de estudar o processo histórico da sociedade civil nele inserida. Nesse Estado liberal, os interesses dos proprietários dos meios de comunicação normalmente prevalecem, pois os valores dominantes de uma sociedade também são liberais. Isso acontece porque o liberalismo diz que o intervencionismo estatal dificulta o desenvolvimento econômico. O Brasil começa a contar com várias novas regras na área da comunicação a partir de 1995. Essas regras em vigor tornam possível a desregulamentação e a privatização das comunicações, além de permitir uma participação direta do capital estrangeiro. No mesmo ano (1995), Nuzzi indica por uma pesquisa que 90% da mídia brasileira é controlada por 13 grupos familiares. Só a família Marinho (da rede Globo) tem participação societária em 32 emissoras de televisão, sendo 10 só dela. Há também um levantamento indicando que 31,12% das emissoras de TV e rádio eram controladas por políticos. (LIMA, 2004)
Por ser um Estado neoliberal, existe no Brasil uma tendência de se colocar ao lado dos concessionários da mídia. O Estado se aproveita dessa união para garantir sua hegemonia, seus interesses e seu lucro. Um bom exemplo foi a do acordo feito entre os governantes militares e a Rede Globo na época da ditadura militar. O Jornal Nacional (JN) da rede Globo passa a ser o primeiro jornal em rede nacional graças à estrutura de satélite financiada pelos militares. Em troca, o JN passa a noticiar matérias de interesse dos militares, e procura dar uma visão de bom governo para esse período tão controverso.
Existe, na sociedade civil, um processo em que uma classe dominante exerce uma influência em uma classe dominada. A classe dominante procura usar sua liderança política, intelectual e moral para impor seus interesses e suas vontades.
Roldão (2008) também nos convida a entender como os valores culturais são reproduzidos pelo capitalismo. O receptor, nos dias de hoje, possui uma grande variedade de meios de comunicação (televisão, rádio, meios impressos, internet, etc) e uma maior facilidade para acessá-los. Mas essa maior facilidade não quer dizer que o receptor se utiliza melhor desses meios. Muitas vezes, há um turbilhão de informações, e nem sempre o indivíduo tem um senso crítico ou uma bagagem cultural para discernir o que é verdade, o que é mentira, o que é manipulado, o que é construtivo, o que é para diversão e entretenimento, etc.
A democratização da comunicação é de vital importância, pois é através dela que poderemos exercer nosso direito à comunicação. A comunicação é um direito humano que deve ser tratado do mesmo nível e grau de importância que os demais direitos humanos. Esse direito integra a liberdade de expressão, o direito à informação, ao acesso pleno e às condições de sua produção. Procura compreender a garantia de diversidade e pluralidade de meios e conteúdos, a garantia de acesso equitativo às tecnologias da informação e da comunicação, a socialização do conhecimento, a participação efetiva da sociedade na construção de políticas públicas. A liberdade de expressão é um direito humano fundamental do indivíduo e passa a fazer parte da reivindicação do direito coletivo de acesso à informação e aos canais de expressão, como forma de conquista de cidadania pelos movimentos sociais. Está ligado à construção de identidades e subjetividades.
Para que haja uma democratização da comunicação, não basta que se promova uma maior inclusão e uma maior acessibilidade dos cidadãos. Essa democratização da comunicação é essencial para a construção da cidadania. São fundamentais ações que procurem criar e fortalecer os movimentos de democratização dessa comunicação no Brasil. É preciso que esses movimentos se articulem para defender seus interesses e usar essa força e essa união para conseguir que o Estado atenda às necessidades da população. Mas mais importante que uma sociedade com acesso a uma comunicação mais democrática, é a necessidade de que se tenha uma leitura crítica da mídia, uma distinção do que é real ou ficção. Precisamos de movimentos que busquem promover uma visão crítica sobre as muitas informações que recebemos, novos conteúdos com qualidade que construam uma nova consciência para fortalecer a democracia. Pois ao entendermos o que está errado e ao procurarmos melhorar, podemos criar um modelo de comunicação em que as pessoas possam participar e tirar lições úteis e aplicáveis para seu dia a dia.

Artigo produzido para a cadeira de ética

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A Arte de escrever boas histórias


Muitas vezes confundido com jornalismo sobre literatura, o JORNALISMO LITERÁRIO é um estilo jornalístico, em que são contados os fatos com elementos e técnicas da literatura: a observação, a descrição e a narração. Histórias romanceadas, que prendem a atenção do leitor e se distanciam dos padrões jornalísticos.

Iniciado com a obra " A sangue frio" de Truman Capote, esse estilo de contar fatos e notícias de uma maneira subjetiva e envolvente caiu no gosto do leitor. Explorado e ultilizado por grandes nomes, como: Gabriel García Marques, Jose Saramago, Norman Mailer e Fernando Morais, esse estilo tem uma maior humanização dos personagens e uma maior quantidade de informações. Isso desperta um maior interesse no leitor, que gosta de situações bem desenvolvidas e ricas em detalhes.

Mesmo com a falta de tempo dos leitores, que precisam de informações breves e rapidamente; e dos jornais, que procuram ocupar pouco espaço, e são em sua maioria tradicionais, grande parte dos leitores preferem o jornalismo literário. É o que diz a pesquisa da revista Intercom.

A tarefa do jornalista é descrever e contar uma boa história. Ele vai atrás da informação, pesquisa, investiga, não se preocupa com tempo e com o espaço que a matéria ocupará. É paciente, tem talento e tem valores morais e éticos. O leitor exigente e ávido por informações agradece.

Onde encontrar jornalismo literário: nas revistas Piauí, Rolling Stones, The New Yorker; nos livros: Chatô, de Fernando Morais, Hiroshima, de John Hersey em muitos outros.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Era uma vez...



Que menina nunca sonhou em ser uma princesa e encontrar seu príncipe encantado? E que menino nunca se imaginou combatendo o mal? Pois é, quem diria que essas histórias que nos emocionaram por tanto tempo, não foram criadas para crianças? Os contos de fadas foram criados para entrerter os adultos. Nos contos originais, Chapeuzinho vermelho fazia striptease para o lobo, e a Bela Adormecida era abandonada pelo príncipe, que a deixava grávida.

De origem celta, essas variação de conto popular ou fábula, apresenta uma narrativa curta, transmitida oralmente na maior parte das vezes, onde o herói (heroína) enfrenta obstáculos para depois triunfar contra o mal. Envolve algum tipo de magia, metamorfose ou encantamento. Apesar do nome, animais falantes são mais comuns que as própria fadas. Estas, são entidades fantásticas no folclore europeu ocidental. Mulheres imortais, dotadas de grande beleza, de poderes sobrenaturais e das capacidade de interferir na vida dos mortais.

As primeiras referências aos contos de fadas estão na Idade Média, nas histórias do "Rei Artur" - Morgana e Viviane. As mulheres possuiam um status social elevado na cultura
celta e as fadas eram ligadas ao amor, podendo ser amadas ou mediadoras do amor. Com a cristianização do mundo, as lendas célticas perderam sua dimensão sobrenatural e sua capacidade de serem amadas.

A partir do séc XVI, os contos de fadas começaram a serem reunidos em coletâneas. Nessa época surgiu a famosa obra "sonhos de uma noite de verão". Nos fins do séc XVII, a decadência do Racionalismo Clássico originou uma literatura "extra-oficial", que exaltava a fantasia e marcou o fim da produção desses contos para o público adulto. As versões infantis teriam surgido quase que por acaso na França, no séc XVIII, por Charles Perrault, famoso por O gato de botas, O pequeno polegar. Nos países de língua inglesa, só no séc XIX, com os vendedores ambulantes, que vendiam em diversos povoados histórias simplificadas dos contos de fadas e do folclore, que dava acesso a um público mais amplo e menos sofisticado.


Os irmãos Grimm, criadores da Bela e a Fera, João e Maria, buscavam caracterizar o que havia de mais típico no povo alemão, no início do séc XIX. Mas o grande nome da literatura infantil foi Hans Christian Andersen,que embalado pelo espírito do Romantismo, criou a Pequena Sereia, Patinho Feio e quase 200 outros contos. Na segunda metade do sec XIX, houve uma substituição do sobrenatural pelo nonsese, que pode ser observado na obra de Lewis Carrol, "Alice no país das maravilhas", em 1865.

Feito para adultos ou para crianças, esses contos que etmologicamente querem dizer
contos do destino, marcaram a vida de milhares de pessoas, e continuam emocionando.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Confissões de uma mente sonhadora..

Em um mundo efêmero.. nada melhor que pegar as idéias da cabeça e guardar em um lugar em que poderei ver quando mais precisar.
Para um ser inconstante que descobre coisas novas a cada minuto como eu...é interessante ver a evolução do pensamento, da vivência.
Ainda se tem tanta coisa pra aprender, tanta coisa pra viver e experimentar..E espero ter maturidade para tirar todas as lições possíveis dessas situações. E.. porque cometer os mesmos erros se existem tantos outros para cometer?
E assim vou vivendo... agindo...esperando... sonhando... amando... florescendo!
Dançando na corda bamba da vida.. e de rosto colado, abraçando apertado. Sob a luz da lua!